capsulas – sobre o khalid, kendrick lamar e marília

day 3

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2016: 30 grandes discos brasileiros

(Autoretrato) Fazer entender, reivindicar e abrir uma nova era. Feliz natal, progresso e muita Luz!

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surpresinha de pós-natal!
E queria deixar também uma menção pra dois EPs de dois grandes rappers. um é o ‘Filhos de um Deus Que Dança‘, do Thiago Elniño, já hoje um dos rappers críticos mais maduros do Brasil agora sob o signo das beats do Nave. e o outro é o ‘7am‘, aperitivo do que vai ser a carreira solo do Sain (sim, o do Start… e sim, o filho do Marcelo D2) na Pirâmide Perdida e a julgar pelo flow cortado das 3 faixas, é bem promissora. Ambos não entram aqui por erem releases de menos de 10 minutos. :/ agora sim, vamos direto ao que interessa.

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2016: melhores faixas

2016 deveria ser um ano importante, definidor pra mim. ano de maturidade. e em vez disso, foi o ano em que eu ~afundei~~ na nostalgia; criei dentro dela, uma realidade paralela, onde sim, tudo que um dia eu critiquei aconteceu: eu tava vendo os melhores momento da minha infância e adolescência e me perguntando porque caralhos eu vim parar numa vida adulta. 2016 foi o ano em que eu passei a maior parte dos meus momentos no spotify ouvindo minha playlist que continha cada música que me marcou nos 5 primeiros anos dos anos 2000, onde as únicas coisas certas na minha vida era a reprise da malhação da vagabanda as 13h e a reprise de laços de família, as 23h30, no VIVA. 2016 também foi o ano em que eu gostei de uma música da meghan trainor, só porque parecia um single da britney à época em que ela namorava o timberlake. que eu assistia todo mês as maratonas do megapix dos 3 primeiros american pie (os que prestam tbh).

mas também foi o ano em que havia a aluna francis cantando aqui no cantinho do meu ouvido que nostalgia é boa sim, mas ela sofre sempre de uma merdinha chamada idealização. e é essa idealização que te faz ver as lembranças assim, todas conjuntas, como uma realidade que você já viveu. a ‘realidade’, na verdade, tá bem além das memórias; que felizmente são um bocado seletivas. pensar nisso escutando ‘i remember’ era uma fuga, mas também uma compreensão daquilo que eu tava — ou tou? — vivendo. e também era o que não me fazia endoidar acreditando que tudo era melhor quando a maior bad da minha vida tiha sido o fim do disk mtv. tanto faz.

2016 também foi o ano em que eu perdi um dos meu heróis. e dois dias depois eu poderia ouvir & ver o lemonade pela primeira vez. foi mais de um mês vivendo basicamente só numa terapia com esses dois (beyoncé & prince) e aprendendo mais sobre o que eles poderiam me ensinar — negritude, sexo, imagem, força, raiva, feminilidade, auto-estima. sim, por mais estranho que parecesse alguns dos melhores momentos que eu vivi esse ano era tentando me isolar de tudo e estando só na companhia deles.

tanto faz de novo. outra coisa que eu critiquei muito e acabou que estou fazendo aqui nesse famigerado fim de 2016 é me importar com gêneros. durante a maior parte da minha vida como nerd de música (nunca acreditei que eu fosse ‘crítico’), as classificações de gênero pareciam progressivamente irrelevantes. nichos e mais nichos se misturando, inflexões de diferentes gêneros etc. mas em 2016 graças ao tempo menor devido a faculdade, eu reduzi o conteúdo musical que eu consumia àquilo que mais me interessava. e no fim, os gêneros fizeram mais sentido que nunca.

so… cá estou eu mudando a estrutura da lista. o top20 continua ali embaixo, bonitinho todo escrito, separado por posições. mas o resto são todos os gêneros que tinham tudo que eu gosto esse ano. duas coisas a se notar: a) funk foi horrível esse ano ;_; não só os hits tão bem qualquer coisa, pra não dizer ofensivos (oi, malandramente), como agora que a rasteirinha deixou de ser um híbrido brasil/haiti pra ser a porta de entrada da anitta na carreira internacional, não tem nada de muito criativo no momento, e como não existe gênero mais instantâneo que o funk no brasil… e b) ‘dance music’ é meu amor mesmo, né? consegui subdivir em house, edm, electronica, jersey club… e c) sertanejo feminino foi a única instituição que funcionou no brasil esse ano, também. então, chega de papo. chora não, coleguinha! Continuar lendo “2016: melhores faixas”