this is how we do it down in puerto rico: um guia pro verão amazônico ’17

Ride your wave. 🤙🏼

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Olar. Cheguei atrasado mais cheguei. Engraçado que, pensando sobre o que escrever aqui, jurei estar adiantado quando vi que essa lista nos anos anteriores datava sempre do início do maio. O verão antes devia ser algo que eu esperava incansável e queria aproveitar desde os primeiros segundos, agora preciso que o calor avassalador de Belém e a sempre estranha falta de chuva me avisem quando ele já tá no seu auge.

Daí esse verão é o óbvio do óbvio: todo sobre filtro slumber, fim de tarde, regata branca suada, aquele calor de sol e da tequila queimando sua garganta… Tô falando, claro, sobre um gênero que eu admiro desde lá pelos meus 10 anos, desde meus tempos da Carla Lamarca apresentando no Disk MTV “La Tortura” e “Gasolina” e ainda tinham os hits do Wisin y Yandel no Lab. O tal do reggaeton. Basicamente a minha formação de música latina fora do Brasil além do RBD.

O reggaeton tá vivendo uma expansão meio weird aqui no Brasil e com isso se apagando muito da importância da migração haitiana lá no início da década, que eu cheguei a falar aqui quando escrevi sobre o Delano. Acho que ninguém nem usa mais o termo rasteirinha pra definir esses híbridos pop/funk/rgton (e agora sertanejo também né?), o que era fundamental pra se entender basicamente toda a produção de funk no eixo Rio-SP lá por 2013-14. Um leve desabafo que eu tento sempre compartilhar, principalmente quando vejo alguém creditar a total popularidade do gênero aqui no Brasil a “Sim ou Não”, ou pior, achar que ela está sincronizada com a pseudo popularidade mundial do reggaeton graças ao Bieber (antes com “Sorry”, hoje com o rmx de “Despacito”). Enfim, tem aí uma playlist no Spotify com todas as músicas do top10 e algumas que ficaram de fora, ou pq já são velhinhas pra lista ou inferiores mesmo. E eis o top: Continuar lendo “this is how we do it down in puerto rico: um guia pro verão amazônico ’17”

2016: melhores faixas

2016 deveria ser um ano importante, definidor pra mim. ano de maturidade. e em vez disso, foi o ano em que eu ~afundei~~ na nostalgia; criei dentro dela, uma realidade paralela, onde sim, tudo que um dia eu critiquei aconteceu: eu tava vendo os melhores momento da minha infância e adolescência e me perguntando porque caralhos eu vim parar numa vida adulta. 2016 foi o ano em que eu passei a maior parte dos meus momentos no spotify ouvindo minha playlist que continha cada música que me marcou nos 5 primeiros anos dos anos 2000, onde as únicas coisas certas na minha vida era a reprise da malhação da vagabanda as 13h e a reprise de laços de família, as 23h30, no VIVA. 2016 também foi o ano em que eu gostei de uma música da meghan trainor, só porque parecia um single da britney à época em que ela namorava o timberlake. que eu assistia todo mês as maratonas do megapix dos 3 primeiros american pie (os que prestam tbh).

mas também foi o ano em que havia a aluna francis cantando aqui no cantinho do meu ouvido que nostalgia é boa sim, mas ela sofre sempre de uma merdinha chamada idealização. e é essa idealização que te faz ver as lembranças assim, todas conjuntas, como uma realidade que você já viveu. a ‘realidade’, na verdade, tá bem além das memórias; que felizmente são um bocado seletivas. pensar nisso escutando ‘i remember’ era uma fuga, mas também uma compreensão daquilo que eu tava — ou tou? — vivendo. e também era o que não me fazia endoidar acreditando que tudo era melhor quando a maior bad da minha vida tiha sido o fim do disk mtv. tanto faz.

2016 também foi o ano em que eu perdi um dos meu heróis. e dois dias depois eu poderia ouvir & ver o lemonade pela primeira vez. foi mais de um mês vivendo basicamente só numa terapia com esses dois (beyoncé & prince) e aprendendo mais sobre o que eles poderiam me ensinar — negritude, sexo, imagem, força, raiva, feminilidade, auto-estima. sim, por mais estranho que parecesse alguns dos melhores momentos que eu vivi esse ano era tentando me isolar de tudo e estando só na companhia deles.

tanto faz de novo. outra coisa que eu critiquei muito e acabou que estou fazendo aqui nesse famigerado fim de 2016 é me importar com gêneros. durante a maior parte da minha vida como nerd de música (nunca acreditei que eu fosse ‘crítico’), as classificações de gênero pareciam progressivamente irrelevantes. nichos e mais nichos se misturando, inflexões de diferentes gêneros etc. mas em 2016 graças ao tempo menor devido a faculdade, eu reduzi o conteúdo musical que eu consumia àquilo que mais me interessava. e no fim, os gêneros fizeram mais sentido que nunca.

so… cá estou eu mudando a estrutura da lista. o top20 continua ali embaixo, bonitinho todo escrito, separado por posições. mas o resto são todos os gêneros que tinham tudo que eu gosto esse ano. duas coisas a se notar: a) funk foi horrível esse ano ;_; não só os hits tão bem qualquer coisa, pra não dizer ofensivos (oi, malandramente), como agora que a rasteirinha deixou de ser um híbrido brasil/haiti pra ser a porta de entrada da anitta na carreira internacional, não tem nada de muito criativo no momento, e como não existe gênero mais instantâneo que o funk no brasil… e b) ‘dance music’ é meu amor mesmo, né? consegui subdivir em house, edm, electronica, jersey club… e c) sertanejo feminino foi a única instituição que funcionou no brasil esse ano, também. então, chega de papo. chora não, coleguinha! Continuar lendo “2016: melhores faixas”