primeiro round ’17: discos, musicas, filmes, tv, shows

Sete e bláu e nóis tá como???? Hãaaaaaa

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Um meio de ano bem gordo.  Felizmente ano que vem vai ter top de viagens e comidas também. E aqui, a famigerada playlist só das musicas no Spotify pra quem for doido o suficiente pra acompanhar meu gosto, hehe.

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big little lies, the mom girl power

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Rapaz, sabe que mesmo com o hype e os comentários negativos de amigos bem ridículos que me atiçavam um pouco a curiosidade, eu nunca tinha visto até então nada do tal de Jean Marc Vallee. Comecei a ver essa Big Little Lies quase ou totalmente por causa da Reese Whiterspoon e a possibilidade de vê-la num thriller meio ridículo e cômico, já que o David Fincher tinha me tirado essa possibilidade há alguns atrás em Gone Girl.

Acho que toda essa premissa meio Pretty Little Liars MILFs Version dava um gás pro tipo de material que costuma ser irresistível pra mim, mas ao longo dos episódios que eu ia vendo, percebia o quanto esse tipo de ideia, de série de gênero, do whodunit tem sido super explorada pela TV ao longo dessa década e o quanto depender dela, de alguma forma, tem enfraquecido as narrativas (como How to Get Away with Murder, tão precocemente datada). Não acho que esse tipo de análise tenha sido alguma metalinguagem do David Kelley não; btw, ele é extremamente ineficiente em dar alguma tensão a trama de assassinato. Mas ele acerta muito na dramaturgia e no centro das figuras femininas centrais: não tenho dúvidas que Madeline, Celeste e Jane seriam alvos fáceis de estereótipos misóginos num bom thriller genérico, mas aqui, felizmente, elas partem de uma folha em branco para, ao longo da série, serem devidamente exploradas e o melhor de tudo, sendo meras reféns da contextualização, o que também ocasiona delas serem sínteses de problemas ubíquos como o abuso físico e psicológico, o estupro a infidelidade, a visão do que é ser mãe e etc.

Eu gosto do tom naturalista que a direção do Vallee conserva nesse sentido, dá uma crueza e uma dependência das três atrizes principais, que sendo bem sincero, soam como as verdadeiras autoras da série (literalmente, considerando que a Reese e a Nicole Kidman também são produtoras). Em contraste, eu realmente odeio os planos puramente estéticos do Vallee que vão e vem pra lugar nenhum, apenas como pretenso recurso videoclíptico de luxo pra filmar um mar, mas não posso deixar de dizer que, ao mesmo tempo, amo aquele desfecho que também é um show de misandria gratuita como nos melhores clipes da Rihanna.