MURA MASA & porque eu amo a música de dança ‘for kidz’

unnamed_p9qdfb1

Cara, eu peguei pra ouvir esse disco porque amo ‘1 Night’, juro, há um dia atrás e ele instantaneamente me empolgou de uma maneira que eu lembro de só ter ficado assim quando ouvi o ‘Settle’, do Disclosure. Não que ambos sejam os melhores discos do mundo e tals (mas: eles se aproximam), é que pra quem se liga e é obcecado por música de dança como eu ver uns novinhos como o Alex Crossan ou os irmãos Lawrence reverter lógicas estruturais de gêneros tão bem definidos e poder chamar um monte de amigos A-list pra essa doidera é, no mínimo, incrível.

Em parte, eu devo essa identificação ao Alex ter a mesma faixa-etária que eu (ele tem 21 anos), onde muito do que ele vai experimentar – e olha que não é pouca coisa – simplesmente será uma aventura impulsiva e sem freios. Como se ele nem tivesse noção de tudo que tá se passando por aqui. E sim, esse frescor que as beats trazem são cruciais pra aventura que é esse disco funcionar; só ver o Disclosure, que depois do ‘Settle’ foi ladeira a baixo tentando uma estética com os mesmos ideais, mas sendo um tanto engessada.

O Alex aqui, em contramão, eu vejo que tem um conforto maior nas opções dele muito por elas serem extremamente pessoais, afinal o disco é baseado em algo que eu gosto muito: Londres como um nível de subcultura a ser identificada em cada um dos gêneros que ele irá multar aqui. Não, o que eu gosto não é de Londres não (num roteiro imaginário de cidades que minha ilusão permite acreditar que conhecerei, ela não estaria nem num top100) mas da ideia de ver o seu espaço como a expressão mais pessoal da sua música. E ver essa ideia explorada através de tanto groove, do melhor e mais inconsequente que a música de dança britânica poderia oferecer, torna a coisa toda ainda mais especial.

Anúncios