MURA MASA & porque eu amo a música de dança ‘for kidz’

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Cara, eu peguei pra ouvir esse disco porque amo ‘1 Night’, juro, há um dia atrás e ele instantaneamente me empolgou de uma maneira que eu lembro de só ter ficado assim quando ouvi o ‘Settle’, do Disclosure. Não que ambos sejam os melhores discos do mundo e tals (mas: eles se aproximam), é que pra quem se liga e é obcecado por música de dança como eu ver uns novinhos como o Alex Crossan ou os irmãos Lawrence reverter lógicas estruturais de gêneros tão bem definidos e poder chamar um monte de amigos A-list pra essa doidera é, no mínimo, incrível.

Em parte, eu devo essa identificação ao Alex ter a mesma faixa-etária que eu (ele tem 21 anos), onde muito do que ele vai experimentar – e olha que não é pouca coisa – simplesmente será uma aventura impulsiva e sem freios. Como se ele nem tivesse noção de tudo que tá se passando por aqui. E sim, esse frescor que as beats trazem são cruciais pra aventura que é esse disco funcionar; só ver o Disclosure, que depois do ‘Settle’ foi ladeira a baixo tentando uma estética com os mesmos ideais, mas sendo um tanto engessada.

O Alex aqui, em contramão, eu vejo que tem um conforto maior nas opções dele muito por elas serem extremamente pessoais, afinal o disco é baseado em algo que eu gosto muito: Londres como um nível de subcultura a ser identificada em cada um dos gêneros que ele irá multar aqui. Não, o que eu gosto não é de Londres não (num roteiro imaginário de cidades que minha ilusão permite acreditar que conhecerei, ela não estaria nem num top100) mas da ideia de ver o seu espaço como a expressão mais pessoal da sua música. E ver essa ideia explorada através de tanto groove, do melhor e mais inconsequente que a música de dança britânica poderia oferecer, torna a coisa toda ainda mais especial.

primeiro round ’17: discos, musicas, filmes, tv, shows

Sete e bláu e nóis tá como???? Hãaaaaaa

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Um meio de ano bem gordo.  Felizmente ano que vem vai ter top de viagens e comidas também. E aqui, a famigerada playlist só das musicas no Spotify pra quem for doido o suficiente pra acompanhar meu gosto, hehe.

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this is how we do it down in puerto rico: um guia pro verão amazônico ’17

Ride your wave. 🤙🏼

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Olar. Cheguei atrasado mais cheguei. Engraçado que, pensando sobre o que escrever aqui, jurei estar adiantado quando vi que essa lista nos anos anteriores datava sempre do início do maio. O verão antes devia ser algo que eu esperava incansável e queria aproveitar desde os primeiros segundos, agora preciso que o calor avassalador de Belém e a sempre estranha falta de chuva me avisem quando ele já tá no seu auge.

Daí esse verão é o óbvio do óbvio: todo sobre filtro slumber, fim de tarde, regata branca suada, aquele calor de sol e da tequila queimando sua garganta… Tô falando, claro, sobre um gênero que eu admiro desde lá pelos meus 10 anos, desde meus tempos da Carla Lamarca apresentando no Disk MTV “La Tortura” e “Gasolina” e ainda tinham os hits do Wisin y Yandel no Lab. O tal do reggaeton. Basicamente a minha formação de música latina fora do Brasil além do RBD.

O reggaeton tá vivendo uma expansão meio weird aqui no Brasil e com isso se apagando muito da importância da migração haitiana lá no início da década, que eu cheguei a falar aqui quando escrevi sobre o Delano. Acho que ninguém nem usa mais o termo rasteirinha pra definir esses híbridos pop/funk/rgton (e agora sertanejo também né?), o que era fundamental pra se entender basicamente toda a produção de funk no eixo Rio-SP lá por 2013-14. Um leve desabafo que eu tento sempre compartilhar, principalmente quando vejo alguém creditar a total popularidade do gênero aqui no Brasil a “Sim ou Não”, ou pior, achar que ela está sincronizada com a pseudo popularidade mundial do reggaeton graças ao Bieber (antes com “Sorry”, hoje com o rmx de “Despacito”). Enfim, tem aí uma playlist no Spotify com todas as músicas do top10 e algumas que ficaram de fora, ou pq já são velhinhas pra lista ou inferiores mesmo. E eis o top: Continuar lendo “this is how we do it down in puerto rico: um guia pro verão amazônico ’17”

capsulas – sobre rincon sapiencia, linkin park & shakira

eu não entendo nada, pai Continuar lendo “capsulas – sobre rincon sapiencia, linkin park & shakira”