capsulas – sobre rincon sapiencia, linkin park & shakira

eu não entendo nada, pai

Linkin Park, One More Light (Warner)
Então… o Linkin Park lançou um cd bem bom de EDM né? Eu não sigo a carreira deles há muito tempo, mas tive bons momentos escutando os velhos hits deles quando ind eram conhecidos como ‘nu metal’ e minha constante nostalgia meio que me empurrou a ouvir esse disco. E cara, não é que é bem decente, hein? Não sei se eles ou os fans veem isso como uma espécie de reboot, mas é como se eles aproveitassem estrutura do Linkin Park que super se encaixou com as, cada vez mais constantes, reinvenções do pop, pra fazer um projeto bem melódico, bem quiet. Nota que só ouvindo o disco eu percebi o quanto ‘Heavy’ é incrível; quase como uma atualização meio EDM pras baladas soft rock.

Rincon Sapiência, Galanga Livre (independente)
Eu não sei se esse disco fará do Rincon um popstar, eu espero que sim, mas a verdade é que nesse disco ele já se porta como um e segura o tranco com tamanha precisão, ainda que pra isso, o ego exista a cada instante. Tem uma música aqui que interpola um outro hit dele mesmo e que, veja só, também tá no mesmo disco! No show que eu fui dele esse ano, há uma noção ainda mais profunda dessa relação ego/popstar na dicotomia dele com o público. Cara tem essa aproximação com narrativas sociais num modo não tão distante a que consagrou o Criolo e até o Emicida, por exemplo, mas vejo ele rumando toda essa questão e o contexto estético que carrega com ela para faixas realmente criativas, calculadas e bem pouco expositivas.

Shakira, Eldorado (Sony)
Acho que isso funciona melhor como uma playlist do Spotify de trends do mercado latino que um disco da Shakira — se for pensar que há mais de 3 faixas que ela não é sequer a artista principal. Mas é uma playlist muito bem curada, diga-se, porque a maioria dessas faixas a) são muito boas, b) elas não são falhas em te dar esse panorama da música latina (ffs, ainda vamos ouvir muitas versões alternativas de ‘Chantaje’ por aí) e c) é uma opção melhor que o material recente dela. P.s.: amo essa ‘americanização’ do reggaeton em ‘When a Woman’, claramente uma filha de ‘Sorry’, uma depuração estilística que super funciona no contexto das outras faixas reggaeton mais ‘ortodoxas’ do cd.

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