capsulas – sobre o khalid, kendrick lamar e marília

day 3

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Kendrick Lamar, DAMN. (Interscope)
Uma das vantagens da indústria musical pós-Beyoncé e pós-discos surpresa é que eu não passei meses triste sabendo que o Kendrick trabalharia com U2 e Greg Kurstin nesse disco, nem tive aquele impacto tentando imaginar o que seria um disco mais ‘cru’ dele, afinal, tava tudo tranquilo com o cara sendo aquele megalomaníaco e tals. Mas a impressão que o DAMN., hoje meu disco preferido dele, me trouxe é que eu conhecia tão pouco das habilidades do Kdot até então. Eu vejo ele, agora, como não um disco ‘simples’, mas um auto desafio que leva a uma densidade se não igual as beats do TPAB & Good Kid mAAd City & SECTION80, ao menos é tão única quanto. Tudo isso se levar em conta o quanto o disco é forte estrutural e liricamente.

Khalid, American Teen (RCA)
Primeira vez que eu ouvi falar nesse garoto tem, tipo, umas 3 semanas e ainda foi num banner do Spotify. Comecei a ouvir o disco esperando algum tipo de variação do Bryson Tiller e vi um daqueles songwritings meio mumblecore com as batidas bem on point com o r&b atual que me faz pensar logo na Kehlani. Tem como não amar? Quase impossível tu escutar essas músicas e criar algum nível de identificação, não exatamente pessoal mas… esse garoto fala como pessoas muito próximas a mim e eu só me sinto bem ouvindo isso.

Marília Mendonça, Realidade (Som Livre)
Inevitavelmente bem mais derivativo que o material anterior da Marília, mas creio que isso já era esperado. ‘Eu Sei de Cor’ já mostrava uma Marília bem mais melódica que aquela garota que, como eu apontava ano passado, tinha ‘sede de palavra’. São faixas bem eficientes aqui, mas um pouco perigosas pra ela, também, já que tiram um pouco daquele peso das descrições, das especificidades dadas nas letras e, cara, só eu sei como era incrível ver alguém com um songwriting daqueles lançando hit atrás de hit e agora, se dedicando tão abertamente ao impacto entre as texturas vocais e a força das melodias…

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4 comentários em “capsulas – sobre o khalid, kendrick lamar e marília

    1. os r&b? hahaha eu vejo mais como uma incursão dele nesse rap atual menos ‘backpacker’, por assim dizer (nao sei se termo eh bom de se definir aqui, mas enfim, aquela coisa menos típica TDE de qqr forma), que eh o q faz mais sentido pra ele num disco de beats mais simples e tal. eu achei maravilhoso isso, mas gosto ainda mais se for olhar pro contexto da carreira do kendrick ate então — nao só pelos discos que eram aquela coisa ultra ambiciosa, mas pelo tipo de mc que ele era/aparentava ser, quase a antítese do que ele mostra em varias faixas aqui do damn

    2. tipo em lust que ele ta meio q iimitando o prince e diz ‘girl i respect da cat’, eh o tipo de piadinha besta pra quem frequenta forum americano de rap ou dedica pelo menos 3h por dia no genius. ou ter a rihanna dizendo ‘its so hard to be humble’ q eu acho q nao precisa acrescentar mto so pq é… a rihanna dizendo isso.

^-^

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