10 hits pro carnaval 2k17

E foi como eu sonhava 🎼😍 @puma

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Um carnaval na visão de outsider, um nordestino bem menos norderstino que eu gostaria de ser, infelizmente. Só gostaria de pedir pra que todos nesse carnaval recusem as apropriações péssimas que vem sendo feitas do arrocha de hits já estabelecidos de funk e pior, com o próprio mc no meio virando um mero coadjuvante. sério, pior moda já inventada.

10. João Brasil, “Michael Douglas” e “Michael Douglas (Carlos Nunez Carnaval Mix)”
De meme na MTV à ícone alternativo dos jovens brancos que só achavam o funk cool no seus mashups, de DJ da Xuxa à fênomeno das arenas de EDM. Na real, João Brasil já deve ter andado anonimamente por todo os estágios da indústria brasileira. Quase uma década depois daqueles mashups que fizeram a cabeça de uma geração ele tem, de fato, o seu primeiro hit. E é um meme com temperatura perfeita pro cara.

9. BaianaSystem, “Invisível”
Carnaval sem o Baiana já não é mais Carnaval né? Essa faixa aí até pode soar um pouco derivativa após uma obra espetacular como o ‘Duas Cidades’, mas acho que dentro dessa função social & universal que o Russo Passapusso impulsiona na letra, ela tem um hook muito bom e um tanto elucidativo.

8. Omulu & King Doudou, “Baile Saboroso (Kid Cala Remix)”
Esses dias a Mad Decent liberou esse EP de remixes do ‘Baile Saboroso’, baita EP do Omulu que rendeu uma das minhas faixas favoritas de 2016. Mas o que interessa aqui é esse remix meio techno, meio afro house, meio kuduro do Kid Cala. Cara consegue ver na funcionalidade do funk um mar de novas profusões estéticas. Isso é tipo aquele lado mais quiet storm do Carnaval né, que pra mim super vale.

7. Ludmilla, “Sou Eu”
Acho que a Lud merecia algum prêmio ou algo perto disso por ser uma hitmaker tão consistente desde os tempos de MC Beyoncé. Incrível como toda faixa dela tem um apelo irresistível — e isso se estende por todo o seu último e subestimadíssimo disco, ‘A danada sou eu’. Essa aqui é espécie de samba-funk ortodoxo bem anos 2000 não falha nada em vender essa personalidade meio girl next door, meio fatal dela.

6. MC Kevinho, “Olha a Explosão”
Todo mundo quer a sua ‘Na Ponta Ela Fica’, até o próprio Delano quer de novo (e falha vergonhosamente). Não posso culpar o Kevinho. Mas essa aqui ao invés daquele sambinha, investe realmente num apelo de carnaval no funk com a batida de pagodão baiano. Estão tentando matar toda essa corrente estética com uma versão arrocha bem, mas beem ruim com o Safadão. Não deêm valor a ela, por favor. Só dancem nos carnavais da vida essa aqui.

5. Simone & Simaria & Anitta, “Loka”
Acho que esta é, a sério, uma das faixas pop brasileiras mais bem construídas e díficeis da minha memória recente — não falo tanto em construção ou dificuldade lírica, mas a extrema habilidade na utilização das palavras, que não são poucas. Seria já um resultado da influência da Marília Mendonça no mainstream? Also, tem 3 refrões incríveis aqui. Nada mais a acrescentar.

4. Alice Caymmi, “Louca”
A outra “louca” da lista é quase o oposto da “louca” das Simone & Simaria, caso curioso já que ali trata-se de um arrocha reggaetonesco com a tradição da sofrência e aqui, um edm tropical com dois pés no funk carioca que é… bem sofrido. A Alice deu a melhor impressão possível a essa faixa da Thalía, acrescentando as batidas do João Brasil todo um ar farsesco ao melodrama da letra. É doloroso, mas também é pura diversão.

3. Pabllo Vittar & Rico Dalasam, “Todo Dia”
Outro caso pós-kevinho de funk com o carnaval que funciona tão bem. Aqui dois dos atuais artistas LGBTs mais importantes se juntam pra fazer aquele samba-enredo que, obrigatoriamente, deveria ser tema de todos os carnavais.

2. Rincon Sapiência, “Ponta de Lança (Verso Livre)” e “Ponta de Lança (DJ Sydney Afro Funk Remix)”
Diss track parece ser o novo preto no rap br, pelo visto. 0 problema com isso enquanto me render faixas assim, incríveis e mais universais que redirecionadas, como ‘Sulícidio’ já canalizava toda essa importância edificante da imposição de uma determinada cultura. Acho a própria utilização do afrobeats aqui pelo Sapiência, além desse flow inquieto, meio sereno, mas inquieto tem uma função de resgate, um peso de protesto mas em plena funcionalidade das manifestações negras. Se o próprio vídeo conegue ampliar um bocado essa visão, o remix do Sydney escancara ao transformar numa típica faixa de afropop com um mc por trás. Nada mais carnaval que isso.

1. Nego do Borel, Anitta & Wesley Safadão, “Você Partiu Meu Coração”
Eu gosto pra caralho dos 3 artistas envolvidos aqui, mas nada me levava a crer que essa mistura ia dar tão certo. Mas eu amo cada momento disso aqui, amo como ela soa como e fosse produzida pelo Omulu com aquele tecladinho na ponte, em meio a essa profusão precoce mas já genérica de funk + arrocha + reggaeton é um achado sem igual. Amo como em 3 minutos a faixa consegue condensar com eficiência a persona de 3 figurões como esses aqui, e melhor, no fim, é só ’50 reais’ acontecendo de novo; quando em vez de, err, dar 50 reais pra mostrar que você tá de boa com aquela situação, você recorre aos tais dos esquemas.

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