2016: 30 grandes discos brasileiros

(Autoretrato) Fazer entender, reivindicar e abrir uma nova era. Feliz natal, progresso e muita Luz!

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surpresinha de pós-natal!
E queria deixar também uma menção pra dois EPs de dois grandes rappers. um é o ‘Filhos de um Deus Que Dança‘, do Thiago Elniño, já hoje um dos rappers críticos mais maduros do Brasil agora sob o signo das beats do Nave. e o outro é o ‘7am‘, aperitivo do que vai ser a carreira solo do Sain (sim, o do Start… e sim, o filho do Marcelo D2) na Pirâmide Perdida e a julgar pelo flow cortado das 3 faixas, é bem promissora. Ambos não entram aqui por erem releases de menos de 10 minutos. :/ agora sim, vamos direto ao que interessa.

30 Nvblado, Água Rosa (Bichano Records)
O emo tá vivo sim, hein. E nesse modo meio Sígur Rós, meio My Chemical Romance. Um tom épico de melancolia pra grandeza (não apenas em duração) dessas 6 faixas.

29 V/A, Buuum Beats Vol. 1 (Skol Music)
A música de dança brasileira, parte 1: os meninos de Zegon. Ou como usar o funk, o trap, o EDM no seu modo acessorial e idealizar a setlist da festa qe você nunca vai admitir que amou demais. (also, ouvir o bom EP ‘Braza Attack Vol. 1’, do Tropkillaz, que funciona como um complemento a essa compilação.)

28 Cadú Tenório & Thomas Rohrer, Fórceps (Quintavant)
O Cadu Tenório é um cara que eu sempre admiro de muito, muito longe. Seus constantes releases abstratos nem sempre me pegam, e quando isso acontece, como aqui em ‘Fórceps’ empre geram uma sensação de desconforto. Esse disco em parceria com o Thomas Rohrer daria um belo complemento a tudo que eu incluo na tag ‘nostalgia 2016’ — com cada distorção, ruído, cântico e etc. buscando formar uma memória muito própria dos envolvidos.

27 Mano Brown, Boogie Naipe (Boogie Naipe)
O disco solo do Mano Brown veio, depois de tanta espera um tanto torto e imperfeito. É um disco de soul sem um soulman onipresente. Indeed, apesar de ser um disco de soul, ele funciona bem pelas faces inesperadas do cara e por um trabalho quase arqueológico (os samplers, os hooks, etc) esperado de um dos melhores rappers do Brasil.

26 João Brasil, Nunca Mais Eu Vou Dormir (Skull Entertainment)
A música de dança brasileira, parte 2: EDM was mad. Sendo um fã do João Brasil desde que ele fazia, apenas, os melhores mashups do mundo, eu aprecio como ele ainda garante suas especifidades como produtor de EDM: sendo inventivo e bagaceiro e totalmente absurdo. ‘Nunca Mais Eu Vou Dormir’ é mais ou menos a trilha sonora que eu espero quando o David Lynch filmar no ULTRA.

25 Sabotage, Sabotage (Instituto)
Menos o disco final de Sabotage esperado que uma carta de amor do Daniel Ganjaman ao rapper. Cada convidado aqui, de Tropkillaz à Céu deixam um odor forte de afetividade à música dele, mas é quando Sabotage aparece, mesmo, que sentimos o peso atemporal dessas faixas.

24 BAD$ISTA, BAD$ISTA (Funk na Caixa)
A música de dança brasileira, parte 3: em busca da identidade latina & feminina em sons americanos hiper masculinizados. Tem a Lei Di Dai no hook da primeira faixa também, dando um combustivelzinho. O resto é só a BAD$ISTA dando pedrada nos beats pra tudo que é lado.

23 Douglas Germano, Golpe de Vista (independente)
“O meu samba não faz cerimônia
O meu samba não pede pra entrar”

22 BK’, Castelos & Ruínas (Pirâmide Perdida)
Um dos discos mais ambiciosos de rap que eu ouvi esse ano — das suas temáticas a produção a comparações do próprio BK’ a divindades. Há uma camada extensa de assuntos aqui e entre, uma cobertura mais densa e outras mais rasteiras, o cara do Nectar Gang fez um disco conciso e autoconsciente na sua própria pretensão.

21 Ludmilla, A Danada Sou Eu (Warner Music)
Se há uns dois anos, o funk pop parecia um subgênero minimamente sustentável, a Warner e o ‘Bang’ da Anitta mostraram que o ‘funk’ nesse termo é um mero adereço. O resultado tá aqui no segundo disco da Ludmilla, com a paleta sonora ainda mais variada que em qualquer disco da Anitta: ‘Tá tudo errado’ e ‘Espelho’, por exemplo, teriam sido gravadas pelo Rouge em 2003 e ‘Duas doses de saudade’ da vulnerabilidade da letra a voz rouca da Lud me faz pensar na fase romântica da Alcione.

20 Lucas Estrela, Sal ou Moscou (Na Music)
A música de dança brasileira, parte 4: o aconchego das imagens exploradas. O disco de estreia de Lucas Estrela não tem o nome de ‘Sal ou Moscou’ apenas por um grau de identificação mas também pelas imagens que ele cria usando o tecnobrega e o carimbó moderno. Imagens nostálgicas ou dinâmicas, imagens que pegam o paraense (ou um semi-paraense como eu??) em laços nada efêmeros com o seu espaço.

19 Fernanda Abreu, Amor Geral (Sony)
Guardadas as devidas proporções, esse disco veio pra Fernanda como ‘A Mulher do Fim do Mundo’ veio pra Elza: um punhado de canções com sonoridade e letras que não diferem tanto do que ela sempre fez, mas que reafirmam sua importância pra uma geração onde esse fluxo desses assuntos parecem melhor compreendido.

18 Luísa Maita, Fio da Memória (Tratore)
Ta aí uma garota que aprendeu muito com o conhecimento fruto da aclamação internacional e tentou se distanciar ao máximo do estereótipos da agora morta mpb. ‘Fio da Memória’ tem uma sensualidade genuína nas texturas eletrônicas e Luísa dá o máximo pra vermos aqui uma sonoridade atmosférica, obscura. Ela mesma parece desempenhar um personagem pop aqui — uma mistura de mistério e sensualidade.

17 Aíla, Em cada verso um contra-ataque (Natura Musical)
Se engana quem acredita que a Aíla pode soar didática por ter faixas aqui chamadas ‘Lesbigay’ ou ‘Não Vou Calar’. A construção lírica, a forma como certos temas surgem ao longo do disco e a emergência com que eles agem mostram que ela criou um disco político direto e totalmente no controle da posição e relevância que ele pode ocupar. Disco de diva, mesmo.

16 Manu Gavassi, Vício (Universal)
Manu Gavassi tem 5 formas diferentes de escrever sobre o fim de um relacionamento. Cada um destes momentos é sempre revestido com algumas das canções pop mais eficientes de 2016, em termos de songwriting: você pode sentir a textura delas, pode ver cada detalhe, cada descrição sendo esfacelada nas imagens que ela cria, com um valor diferente, amargurado pela situação em que ela se encontra. O synth pop do Júnior Lima (sim, o menino Sandy e Junior) é impulsionado pela forma emergente, distorcida e inconsequente da Manu cantar, com a exata certeza que estas músicas vão traduzir a intensidade do que foi o relacionamento pra ela.

15 Amaro Freitas, Sangue Negro (Garimpo Brasileiríssimos)
Eu gosto de como o Amaro Freitas revitaliza o jazz, desconstruindo um pouco a própria fama e as constantes apropriações do gênero, sempre usando tiques de outros como ferramenta de renovação. É um pouco como o Flying Lotus fez na segunda metade dos anos 2000, mas totalmente brasileiro, totalmente regional, totalmente negro.

14 Tássia Reis, Outra Esfera (independente)
O disco é pequeno, mas seus gestos são gradiosos e sem freios. Tássia Reis tem pulso e agressividade o suficiente pra ser a menina dos olhos do atual rap nacional ao lado da Karol Conká, mas também busca àquele olhar trivial, dinâmico e até romântico da mulher negra brasileira. Uma boa resposta feminina, mais concisa e inventiva, ao último disco do Emicida.

13 Metá Metá, MM3 (Desmonta)
Uma jam session pode alterar todo um percurso.

12 MC Carol, Bandida (Heavy Baile)
O fato de ‘Bandida’ ser o nome do disco de estreia da MC Carol não é uma mera referência a um dos 3 ou 4 nomes que lhe rendeu fama fora de Niterói, mas um posicionamento de imagem claro que ela faz questão de trabalhar nas 9 faixas do disco. Mesmo a escolha estratégica de dois hits antigos (‘Jorginho Me Empresta a 12’ e ‘A Vingança’) aprimoram essa estética. Essa imagem que eu digo é de uma ‘bandida’ (duh) mesmo, uma gangsta, sempre se impondo e ameaçadora. Da imponência mano-brownzistica de ‘Delação Premiada’ ao deboche do parceiro no sexo em ‘Propaganda Enganosa’, Carol versa como se eu, você e o seu coleguinha devêssemos algo a ela só pelo ato de existir.

11 LAY, 129129 (#HAZESOUNDS)
Tudo que eu digo pra MC Carol se encaixa perfeitamente aqui no ‘129129’ da LAY, com o adicional de que essa aqui tem uma paleta que não se restringe ao funk e rap. Pense no que seria da Lil Kim fazendo um grime, ou se o girl power das Spice Girls e o riot grrrl do Hole não fossem inimigos do anos 90 e fizessem total sentido conjuntos no contexto de 2016. Spoiler: eles fazem.

10 ÀTTØØXXÁ, ÀTTØØXXÁ É F*DA P*RRA (Kafundó Records)
A música de dança brasileira, parte 5: a periferia é biônica. Como bem notou o Rafa Dias aqui, o pagodão baiano é o mais mutável gênero da periferia soteropolitana. Basicamente o que ele faz no disco de estréia do seu projeto ÀTTØØXXÁ é imaginar um futuro simples pro gênero, tendo essa ideia em mente. Ora meramente eletrônico, ora mesclando com outros gêneros brasileiros ou globais. ‘É Foda Porra’ é o disco experimental do ano por excelência.

9 Dona Onete, Banzeiro (Natura Musical)
Na melhor faixa desse disco, Dona Onete canta que no ‘meio do pitiú do Ver-o-Peso ela é popstar’, um desses detalhes culturais que tornam sua música tão intrinsecamente paraense. Mas o que torna seu segundo disco tão especial é essa desenvoltura, esse gingado e (sim!) a sensualidade nata com que ela exprime não só esses, como outros detalhes, outras especificidades, longe das amarras e a ‘missão’ que o Feitiço Caboclo tinha; aqui é basicamente Dona Onete por Dona Onete, e um bolerinho pra esquentar sua noite.

8 Negro Leo, Água Batizada (Rockit)
Um disco de harmonias, de ganchos. Um Negro Leo pop. Não um disco habitual do cara, mas inquieto como só ele.

7 BaianaSystem, Duas Cidades (independente)
A música de dança brasileira, parte 6: a cidade faz a cultura. Se o Rafa Dias faz um pagodão baiano com elementos de tudo quanto é gênero e textura, o BaianaSystem é 100% Salvador levado para um contexto mais amplo; são suas especificidades puramente baianas que fazem sentido em outras regiões, também. As crônicas do Russo Passapusso são dobradas e ressignificadas com a produção do SekoBass e o Daniel Ganjaman, sempre dispostas a dar aquele ar único carnavalesco, percussivo da Bahia. A presença de dois gênios de pólos tão opostos e semelhantes ao mesmo tempo da música nordestina (Siba e o Márcio Vitor – do Psirico) deixam claro que a função do ‘Duas Cidades’ é diversa, complexa e comprometida com a cultura que o Baiana cobre.

6 Rico Dalasam, Orgunga (independente)
Tal qual a Tássia Reis, Rico Dalasam é uma das jovens figuras do rap nacional que tem a palavra ‘empoderamento’ como guia em suas músicas ao invés de um tato político mais tradicional. Orgunga é um disco militante, aventureiro tanto sonora quanto liricamente que tenta um olhar mais dinâmico, simples pro jovem, negro e gay. E olha que diante de tanto neologismos e frases kitsch tipicamente LGBTs tipo “esse close eu dei”, “sou fina”, minha faixa favorita aqui é ‘Honestamente’, um momento que o cara tira dentro dessa dinâmica pra, digamos, se ‘desmontar’.

5 Iara Rennó, Arco & Flecha (YB Music / Selo Circus)
Fui ouvir esse disco por causa da parceria com Negro Leo na composição de ‘Quebra’ e, caralho, fiquei de cara como o processo lírico da Iara Rennó é similar ao dele. Num sentido bastante especial, digo. Essa veia de contestação anárquica, abstrata, tão louca que soa óbvio porque escolher essa estética na hora de fazer suas críticas. Que ela documente isto num disco duplo como uma econômica odisséia parece óbvio. num disco onde posso dizer que é um dos discos mais femininos do ano (Arco) e o outro que é a mesma personagem inserida num contexto masculinizado (com parceiros tal qual Negro, Curumin, Domenico e etc) contaminando-o.

4 Sammliz, MAMBA (Natura Musical)
No seu primeiro disco solo, Sammliz soa como se estivesse ajustando um espelho pra se ver de um ângulo diferente. Ou talvez, seja o ângulo que ela sempre procurou. Entre as distorções nas guitarras do Leo Chermont, há tantas eloquentes, abstratas e enigmáticas descrições. Na verdade, muito do Mamba é descritivo — a começar pelo seu título metafórico, que já diz tanto sobre o songwriting da paraense. O que se segue a partir disso? A delicadeza e a selvageria com que ela diz cada uma destas descrições. “Abrace os meus lados e costure na sua carne / E vamos em silêncio”, ela diz em Lupita, e eu imagino exatamente ela capturando nessas letras os momentos, os segundos mais distrativos de um relacionamento com uma precisão de especifidades sem igual.

3 Síntese, Trilha Para o Desencanto da Ilusão Vol. 1: Amem (Matrero Records)
Dos discos mais contraditórios de 2016. O Síntese do Sem Cortersia não parecia nada com o rap de 2012, e agora, no formato de um homem só ainda conserva esse caráter único, atemporal nas suas bases, rimas. O Neto contar por trás aqui com os beats do Daniel Ganjaman, um produtor que assumiu sua veia derivativa às mãos do Criolo já há algum tempo, só evidencia o que o Síntese tem de mais idiossincrático. Se aqui há um quê de ‘padronização’ dentro de um certo contexto do rap, o Neto tem em resposta a sua construção lírica cada vez mais ambígua.

2 Céu, Tropix (Urban Jungle)
Luísa Maita e Céu são as únicas artistas nessa lista que alguns ousariam chamar de ‘mpb’ e isto é sitomático, visto que são duas cantoras que lançaram projetos fortes em 2016 que buscam de formas distintas distanciar-se do estereótipo mina branquela com florzinha atrás da orelha. ‘Tropix’ é o disco mais bem realizado dela, nesse sentido, já que aqui marca uma ruptura com a homogeneidade do seu antigo material. Esse é, também, o primeiro disco em que a Céu se vê como uma popstar — e talvez por isso, cada faixa aqui seja um signo diferente. Aqui há uma prisão de formas. E cada pedaço que a Céu nos dá, seja do ambiente de um filme fantástico de ‘A Menina e o Monstro’ ou textura nos synths de ‘Varanda Suspensa’ como um paraíso, nunca cada um destas formas precem conclusas, dando a noção da grandeza de imagem que ela projeta aqui no ‘Tropix’.

1 Marília Mendonça, Marília Mendonça (Som Livre)
Se o domínio do sertanejo universitário o Brasil parecia mostrar uma relação perversa com o crescente caráter conservador do país, em 2016, em pleno impeachment da Dilma e gente dizendo que uma mulher mereceu ser estuprada por 33 caras, ele fez pouco ou nenhum sentido. Muito porquê as maiores estrelas do nicho eram garotas ou falando pra outras garotas ou falando de perspectivas muito próprias, femininas e que acabavam dialogando com outras garotas de qualquer forma. Isso quando (o que é mais curioso) não partiam pra boa e velha misandria que, dadas às suas experiências amorosas, pareciam a única solução.

Eu gosto de advogar por essa perspectiva, e gosto mais ainda de como a Marília Mendonça tá inserida nela e quero um dia escrever melhor sobre isso, mas por enquanto vamos ficar nas narrativas? Como cada palavra que a Marília usa em ‘Alô Porteiro’ soa como um prenúncio definido daquilo tão simples que ela especificaria no refrão? (ela tá solteira!) Como seus personagens estão sempre tão bem estruturados e definidos? Mesmo que nenhuma música seja, realmente, sobre os caras que ela descreve; é muito mais um conselho, um diálogo, onde as especificidades dele fossem a base dos argumentos dela. Cada palavra que a Marília canta tem um peso e suas letras, mesmo quando parecem moldadas pela sonoridade da música (o que acontece pouquíssimas vezes) tem toda uma construção específica. A mina tem sede de palavra — incrível como a cada mudança de tom é um novo jogo de palavras e mesmo nos hooks ou pontes, ela recusa repetições e faz as palavras, por mais típicas que elas sejam, parecerem um descoberta.

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5 comentários em “2016: 30 grandes discos brasileiros

  1. porra bicho, todo tempo tu recomendando esse negro leo. ainda não sei qual é desse cara, som torrado demais pra mim! o cd da ava rocha é bem mais música.

  2. sabe dizê se esse disco do sabotage é alguma extensão do filme dele que lançaram em 2015?
    aliás, tu já ouviu costa gold? catei com um colega de trabalho uma mixtape deles de 2014. escutei bstt e lembrei mto do de leve por causa do humor e da construção narrativa. aí ouvindo uma das faixas vi que eles tinham feito uma parceria com ele. fez todo o sentido. é um disco que reflete bem o sentimento de junho de 2013 e etc.

    1. não tem não, o disco ta sendo desenvolvido/curado há muito tempo pelo daniel ganjaman.. lembro q no final da década passada ja tinham anunciado hahah.
      e rapaz eu já ouvi algumas coisas do costa gold sim e eu não fui muito com a cara pra ser sincero, e nem vi nada do de leve nao kk. mas esse teu comentario me animou, acho q vou atras dessa mixtape ai. to numa fase de aprimoramento com o rap br

^-^

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