dancing on my own


Alunageorge ft. Leikeli47 & Dreezy, ” Mean What I Mean”

“It was something that I needed to feel better about by somehow working out how I would prevent something like that from happening in the future, by empowering my future self. How do you empower somebody to at least be outraged by somebody disrespecting them? That in itself sounds like a small thing, but a lot of women can feel caught off guard if someone disrespects them because it can seem normal, like you’re making a big deal out of nothing. Obviously I’m not going to become a black belt Samurai to protect myself, and I’m not going to carry around a sword, but I can at least be bloody outraged. And that was a real motivation for me, but at the same time, it was a motivation to feel really good, excited, happy, and sexy about protecting myself. That’s the key to bringing that into any type of intimate or sexual situation, for you to not feel like you’re going to kill the vibe by being like, ‘You know what? You’re not actually respecting me right now…’ No matter what happens from there on, whether we get together or we don’t, you need to know whether I’m into this. And that’s important, and that’s sexy. But I think those are things I thought about later. And having Dreezy and Leikeli47 on that really made the decision to put it out there. It felt too corny on its own. There’s such an honesty to it that I wasn’t used to expressing. I was really unconfident about the lyrics. I was [questioning] like, ‘Is this really a song that people could dance to?’ So I was really blessed that they jumped on it and nailed it. It could never survive without them making it the right balance of seriousness and fun and sexy and protective.”

Sim, eu precisava quotar tudo isso aqui. Um pequeno fragmento da melhor entrevista que eu li em 2016: Aluna Francis descrevendo pra ela o que é, basicamente, um songwriting muscular numa música de dança.

Há um ponto de identificação forte no que eu já relatei algumas vezes no blog, inclusive há pouco mais de uma vez quando escrevi sobre “Final Song”, da MØ – a Aluna é bem elucidativa quando diz que a música precisa funcionar nas pistas, e tendo isso como ponto de partida, ela pode escrever sobre qualquer coisa, incluindo consentimento. O novo do disco (muito bom) do Alunageorge, I Remember, é sobre tudo isso a cada instante. Por trás de cada synth porrada, guitarras mixadas e etc. há as letras da Aluna sendo extremamente emocionais, variadas e ainda assim em perfeita sincronia com o objetivo da música de dança – lembre-se que, nesse disco, como ela mesma diz, o sentimento é o centro de cada faixa.

Isso me faz pensar numa comparação meio estranha, numa troca de estéticas que facilitam a renovação do processo de um gênero. Como vc pega, por exemplo, um filme de ação do John Hyams que monta cada luta, cada porradaria coreografada de seus filmes como num musical clássico de Hollywood, no Alunageorge do I Remember, vamos dizer que ela (Francis) pensa em club anthems a partir de uma persectiva emocional, forte e intensa na linha das singer-songwriters mais viscerais dos anos 90

^-^

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