Essas são as minhas séries favoritas de 2015

Bem, taí algo de novo que eu prometi pra esse período de listas. Um top de séries. Sim, um top10! Isso é resultado de muita vagabundagem (não que eu quisesse, claaaro, as greves me levaram a isso) + Sky + ver gente que eu amo como os Wachowski, Shyalaman e Soderbergh envolvidos nelas. Ah, séries sobre o universo do hip hop. Série em homenagem ao terror teen com pitada de Meninas Malvadas. Série inspirada em Melville. Enfim, são tantos atrativos que é impossível não tentar estar a par desse mercado. E eu me sinto no dever de ressaltar isso pq até ano passado, tava praticamente só vendo uma ou duas séries especiais e fiquei muito naquela narrativa de ‘estão supervalorizando as séries’ — hoje, eu as observo com esse ar naturalmente comercial e elas conseguem me atrair ainda mais. Só um desabafo mesmo.

E ah, uma obversação: série é aquela coisa de ficar ligado demais na narrativa, cliffhanger, gancho e etc. Isso faz com que eu queira sempre comentar episódio por episódio; esse parece o único modo de seguir a lógica de texto que elas sugerem (bem, eu comentei a season 3 de Orange is The New Black aqui esse ano, e como cês podem observar é uma tarefa complexa demais achar uma unidade, um diálogo entre tudo), uma excessão em meio a isso — como Sense8 e Mr Robot — ainda é raro. E eu nem sei se eu quero curtir mais séries assim no modo binge watching da Netflix (como essas duas são), afinal, elas quase que te obrigam a “devorá-las”. E sim, eu tou falando tudo isso pra lembrar que eu não escrevi cápsula pra nenhuma delas além do primeiro lugar, por esse exato motivo. Mas essas *pequenas frases* fazem muito sentido com cada uma das séries citadas, manjem aí.

10 ORANGE IS THE NEW BLACK | Jienji Kohan | Netflix
Humanismo + surrealismo.

9 EMPIRE | Lee Daniels & Danny Strong | FOX
Afrofuturismo.

8 BLACK-ISH | Kenya Barris | ABC
Humor negro like anos 90.

7 MR ROBOT | Sam Esmail | USA Network
Se Clube da Luta fosse pensado por Jean-Pierre Melville.

6 THE KNICK | Jack Amiel, Michael Begler, Steven Soderbergh | Cinemax
Soderbergh e a ‘cor’ da frieza.

5 JANE THE VIRGIN | Jennie Snyder Urman | CW
Porque as novelas também são uma lição de storytelling.

4 SCREAM QUEENS | Ryan Murphy, Brad Falchuk, Ian Brennan | FOX
Um slasher sobre mean girls.

3 HOW TO GET AWAY WITH MURDER | Peter Nowalk | ABC
Só na tv mainstream pro suspense virar um grande arco dramático.

2 MAD MEN | Matthew Weiner | AMC
Um happy end dos mais fanfarrões.

1 SENSE8 | The Wachowskis & J. Michael Straczynski | Netflix
Porque Andy e Lana me ensinam que 4 Non Blondes, um boquete, os filmes do Van Damme, o EDM, as pinturas do Diego Rivera são igualmente importantes. Porque Andy e Lana defendem modelos clássicos, o que no trabalho deles (principalmente: Cloud Atlas) vira fácil um primor narrativo. Porque Andy e Lana, ironicamente, estão usando disso pra algo maior, tem muito a ver com a fluidez do lance todo, mas estes modelos causam o maior impacto dado ao contraste com seus tipos; ás vezes é um conceito de representatividade muito capenga, mas eu digo, isso importa MUITO, e dado o conceito de universalidade deles aqui (incrível como eles trabalham com tantos POCs e LGBTs, muitas vezes rementendo a jornadas de auto aceitação, mas sempre frizando por uma experiência específica de cada um deles — em outras palavras, sim, seu espaço pra estereótipo se reduz áquilo que é coerente com o próprio espaço de cada um dos 8 protagonistas) nada nunca se perde. E o que mais me encanta na Lana e Andy é que essa não foi nem a única jornada IMENSA que eles fizeram sobre humanismo esse ano, sabe…

3 comentários em “Essas são as minhas séries favoritas de 2015”

  1. ‘Sense 8’ foi com certeza a GRANDE série de 2015. Mesmo comigo começando a ver séries mais ‘antigas’ também esse ano, nada me tocou e chegou em mim, interiormente falando, como ela.
    Uma série linda, que fica difícil definir o suficiente para fazer jus ao brilhantismo e magnetismo dos personagens.
    Ainda ressaltaria ‘Jéssica Jones’ que, embora tenha começado a ver agora, trás uma nova visão dos quadrinhos e da mulher ao cenário e ‘Narcos’, por Wagner Moura BRILHANTEMENTE inserido e dirigido.

    1. O que ñ me animou tanto em jessica jones é pq disseram q era parecida com demolidor (q eu ñ achei exatamente ruim, mas n me empolgou). ela é boa assim é? nos ultimos tanta gente ja me falou q era boa, e q eu ia adorar por causa dos temas q ela aborda, q eu provavelmente darei uma conferida logo logo. e narcos tô quase na mesma, até tenho os eps aqui pra ver, mas o tempo foi passando, ñ tava tão empolgado e acabei não vendo.

      1. Lucas, eu acho que a unica semelhança com o Demolidor é o fato de ambos se passarem no Hell’s Kitchen. Fora isso, NADA A VER.
        Ela é a serie mais feminista, pesada e densa que assisti nos últimos tempos (isso porque só vi DOIS EPS até agora).
        Narcos também assisti a dois eps, mas ainda to criando coragem pra continuar..
        Adorei seus comentários sobre! Sempre bom falar com você!
        Abs.,

^-^

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