mais filmes: novo Spielberg, o novo 007 ruim, o africaxploitation da netflix

3 posts seguidos sobre cinema. Eu não gosto disso.

Ponte dos Espiões (Steven Spielberg)
Estranho que ainda me venha a sensação de esse tá sendo pouco falado, pois ele é a melhor definição de cinema popular que eu vi esse ano. Spielberg tá em proporções de Titanic aqui, em questão de grandiosidade e detalhismos — incrível como é um filme tão rico em tudo aquilo que ele vai buscar através da Guerra Fria, sem querer torná-la a protagonista direta de toda a ação nele. Uma cena na escola do filho do Tom Hanks que te dá noção da paranóia, o desenvolvimento calculado cheio de arquétipos dos sequestrados, etc — tudo ali estrutura muito bem esse universo. Com a minha opinião bem impopular que Spielberg vive uma grande fase (se não a melhor na carreira) nessa leva de flerte com o cinema clássico, Ponte dos Espiões me parece o ápice dessa forma.

Beasts of No Nation (Cary Fukunaga)
Eu gosto do remake de Jane Eyre, gosto da primeira temporada de True Detective mas tenho certeza que esse é o filme mais indigesto que eu vi em 2015. Literalmente. A narrativa se fecha pra toda aquela barbárie porque só isso que Fukunaga quer fazer: a violência como instrumento de choque no pior sentido do termo (ou sejamos sinceros, igualmente condenável seria se fosse o típico reducionismo do diretor branco indo filmar a “exótica” parte violenta da África). Aqui não há nenhum sentimento estético, quanto mais a violência fazer parte dele, pelo contrário; a violência É a estética. Parece que o cara viu Fuller e entendeu tudo errado.

007 Contra Spectre (Sam Mendes)
Ok… umas 10 gentes comigo na quinta, primeira sessão, ansiosíssimos, e o filme já começa com uma ação bem genérica que em nada lembra o que Skyfall tinha de tão estiloso, logo depois vem a abertura bem fraca com uma música obviamente horrível do Sam Smith. E nisso foram só uns 15min de filme porque as próximas 2 horas e 15 minutos não foram exatamente mais animadoras que isso: uma tentativa ridícula de conectar todos os filmes da era Craig, referências gratuitas a mitologia do Bond — que em vez de me agradar como fã da série, só irritou pq pareciam o motivo do filme existir — e bondgirls e vilões sem graça. Acho engraçado como o Sam Mendes nem disfarçou os aspectos que ele chupou de Skyfall na tentativa desesperada desse filme dar certo, mas são justamente os aspectos que tornavam aquele filme meio problemático (o realismo, a asfelação/mitificação do Bond, discussões chaaatas sobre o estado da série…)

^-^

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