otimismo

YG ft. Drake, “Who Do You Love?”

– Já está no Fita Bruta um texto meu sobre o ótimo disco de estréia do YG. E, sim, fico satisfeito que o hype dele chegou nos círculos p4kísticos, mesmo que não fosse um rapper que eu apreciasse muito até então tho. Como nas melhores comparações (good kid, college, doggystyle, e sim, uma música que faz a dupla perfeita com “Why You Wanna” do T.I.), tudo na interação entre o YG/Mustard sugere um tom épico. Não só o disco pede, mas considerando a relevância do que ele faz aqui, já é do tipo em que podemos enquadrar na categoria de “futuros clássicos”.

Esse artigo do NYT vem sendo comentado exaustivamente há mais de uma semana entre amigos ou em todo fórum/site que eu frequento. Todos os comentários são negativos, aviso. Mas na verdade, trata-se nada mais que mera nostalgia da fase imperial da NME na escrita sobre música (ou: Rolling Stone), logo esse tipo de argumentação é bem fraca e só tende a reafirmar o quão ruim é o tal do “rockism” (a Stereogum desenvolveu melhor isto ano passado), inclusive para os críticos mais tradicionais que, er, consequentemente são aqueles que escreviam/escrevem muito sobre rock. O que o autor diz aí tem a ver com encaixotar a relação que qualquer um de nós vá ter com arte.

Eu tento imaginar que é mais ou menos de uma oposição a isso que vive o poptimism, ao menos entre os críticos que costumo ler (incluindo a maura johnston, que escreveu a melhor resposta que alguém poderia ao autor do NYT). A ideia de que existem “lados” dentro da crítica de música é, em si, assustadora, tal qual afirmar que isto se trata de defender alguém – deixe para os viciados em conteúdo. Não que eu seja o maior fã de todas as tendências do poptimism, mas como alguns artistas que muito circulam nas melhores publicações dos últimos anos (como Grimes, HAIM, Twin Shadow, Sky Ferreira ou Charli XCX – muitos dos quais eu não considero mais que uma sucessão de cacoetes) garantem: tratar o pop como uma estética e não como maldição é um bom começo.

2 comentários em “otimismo”

  1. Lucas, fiquei surpreso com essa parte final, você pode explicar porque os considera uma “sucessão de cacoetes”? E se tem algum deles que você gosta…?

    1. todos os que eu citei, enquadrando nessa “categoria”, acho no mínimo interessante pra falar a vdd – grimes e charli xcx, p. ex., eu gosto mto de ler o que elas escrevem. mas isto que eu citei é ‘investigado’ de um modo tãão mais amplo – desde, sei lá, a gente como o daniel lopatin e o james ferraro (!) e há outra área meio distinta no reino unido, comandados por katy b/disclosure que tem uma estética completamente diferente destes aí! -, eu só queria associar diretamente aos que tem uma sonoridade inclinada pro top40.
      eu costumo chamá-los de estudiosos, pq pensam o pop de forma MUITO técnica. há, claro, algo interessante saindo dali, mas os casos em que a sonoridade acaba virando um gelo não são poucos..

^-^

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