Blue Jasmine (Woody Allen)

Passam 3 ou 5 minutos de Blue Jasmine e a impressão é de Woody Allen nos mostrando uma classe rica muito preocupada com a sua imagem e os pobres que não dão a mínima pra isso. De elo entre os dois sobra o simplismo de pensamento e, principalmente, a caricatura – muita caricatura. Isso impulsionaria variadas direções num filme tradicional (lê-se bom) do diretor e o que mais surpreende aqui é o fato de ele não seguir nenhuma delas. Pelo contrário: Blue Jasmine termina exatamente onde começou, e com a mesma impressão sobre a relação ricos/pobres (as duas personagens principais falam insistentemente em “vocação”, vejam só…). Não há o que culpar Allen aqui para além do óbvio, ele está num momento tão desinspirado quanto no seu regular filme anterior; rodeado de soluções esquemáticas (o reencontro de Jasmine com o filho é constrangedor e descontextualizado), um peso desproporcional para toda a dramaturgia (o filme inteiro se justifica num ato, hum, justificável de Jasmine), sensibilidade de rinoceronte etc. De sobra há vários bons atores vagando entre as más escolhas (não as técnicas irritantes de “grande atriz” da Cate Blanchett), mas nada que torne relevante um filme de Allen cuja ironia nunca chegue a ser identificável.

3 comentários em “Blue Jasmine (Woody Allen)”

  1. “o filme inteiro se justifica num ato, hum, justificável de Jasmine”

    hahaha isso é o pior, não basta a visão babaca que o allen tem da personagem…

^-^

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