Twohy, um mitologista

Riddick (David Twohy)
Riddick (David Twohy)
Conan the barbarian (John Milius)
Conan the barbarian (John Milius)

Me aproximei bastante nos últimos meses do David Twohy, graças ao energético thriller B A Perfect Getaway, um diretor que se não é lá um grande exemplo de mise en scene, ao menos tem conseguido alguns dos melhores esforços na parte de um cinema que convive bem com o peso do termo “genérico”. Os filmes de Twohy tem por hábito aproveitar um descaso que eles mesmos proporcionam; versões depuradas, mais discretas e livres do que seria hoje um blockbuster de rotina nos EUA (de certo a primeira coisa que ele pensa quando vai filmar é em eliminar habituais gorduras de filmes de gênero, mesmo que inevitavelmente seu material ainda careça de um maior controle). No caso da franquia Riddick (cujo filme anterior a este é um caso a parte, tão ruim que foram quase 10 anos até ganhar um novo capítulo), ele incorpora elementos próximos de Milius (com Conan sendo o exemplo óbvio, mas não o único), transformando a sua matéria-prima banal como parte de uma colagem que não inclui só uma narrativa intimista bem imaginada, mas também um cuidado visual que dá o devido peso mitológico exigido pelo personagem do Vin Diesel. Se tudo neste filme parece perfeitamente funcional e não mais que isso é porque Twohy não se vê como nada além de um bom contador de estórias (seus personagens amorais, p. ex., menos são um ideal de formalizar vilões que costurar uma estória cercada de humor negro). Estórias num processo quase cirúrgico, mas bem, ainda são estórias.

Riddick (David Twohy)
Riddick (David Twohy)

5 comentários em “Twohy, um mitologista”

  1. You actually make it seem so easy with your presentation but I find this matter to be actually something which I think I would never understand. It seems too complex and extremely broad for me. I’m looking forward for your next post, Ill try to get the hang of it!

  2. Comento: não vi. Logo, nada posso dizer. Vi os “Riddick” anteriores, incluindo a animação. Assim, só falo do seu texto. E o seu texto? Bem: instigante, preciso, dúctil. Incomodatício sem doer. Gostei do resultado de sua mão na caneta, no teclado…essas coisas. Abraço.

^-^

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