Imagens de Alan Rudolph

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[…] The story I wrote many years ago actually, with John Byner, a fellow writer, and I didn’t do anything with it. About two elections ago, I was watching the news, and there was George Bush with both feet in his mouth, and I thought “This is brilliant.” That guy from Saturday Night Live (Dana Carvey) really got him. If it wasn’t so hilarious it would have been scary, the way he was misusing the language. So then I knew what the character of Trixie was about: she speaks the truth, but can’t express it. I’ve always been interested in the fracturing of phrases. From the beginning, in all my films people have always told me “People don’t talk that way, the way they talk in your films.” Of course, I don’t know that. I think that’s the way people do speak. Then I started thinking, who really speaks the truth? Here’s a politician, then the curren President running for re-election, who made absolutely no sense whatsoever, yet you understood what he was saying because Americans speak in slang and numbers. “In the kingdom of the blind, the one-eyed man is king,” right? So in a country of liars, it’s the person who mis-speaks who tells the truth. And that’s what Trixie does.

[…] She’s [Emily Watson] tied for first anyway, as one of the best actresses in the world. And she has no visible technique. She just is. The only thing she does better than act, is be. We decided really early that these curious lines should never be underscored. She just made it the way her character spoke, and threw it away.

[…] The two things I know about film are: 1) the natural human creation. It just seems like the ultimate cave drawing. If you were from another solar system and said the human race invented one thing, what would it be? Well, the ability to see themselves, to observe themselves. 2) the other thing I know that since its invention 100 years ago, it’s been under constant assault, and it’s indestructable, the essense of it. It’s like that Picasso thing, the lie that enables you to understand the truth. [Alan Rudolph]

Apesar de sempre se derreter em elogios, Alan Rudolph faz questão de deixar claro que as características dele em comum com o amigo Robert Altman eram mínimas, coisa de iniciante tendo um auxílio; mesmo assim, pelo associação que os dois tiveram (dando uma pesquisada no IMDB, Rudolph foi assistente de direção em dois dos melhores longas de Altman: California Split e O Perigoso Adeus) quando ele teve seu momento de maior atenção de crítica e público comparações prematuras e desnecessárias eram feitas – e por vezes deixavam o trabalho de Ruolph meio reducionista.

Pegando uma entrevista dele pro Alex Simon em 2000, fica claro sua visão perfeccionista de cineasta, ou melhor, de artista (e ele considera Altman um dos poucos contemporâneos que merecem tal título); onde mínimos traços de influência poderiam se confundir com imitação. Esse “requintamento” de Rudolph também lhe custou outra má interpretação da crítica em relação a sua obra: o auge dele veio nos anos 80, com Choose Me (84), Trouble in Mind (85) e The Moderns (88) – os filmes que predominam nas imagens acima – uma era que dispensa apresentações e onde o diretor procurava se estabelecer sempre de maneira ácida. Rudolph pontua seus filmes na profusão do jazzismo e do exagero. Trouble in Mind, por exemplo, como quase todo neo-noir pós-Chinatown, tem seus tiques de revisionismo, mas ele sempre está distante dos demais exemplares no período: a trilha sonora é assinada pela voz suave de Marianne Faithfull (imagina o que não deve ser isso numa época onde para cada perseguição policial eram dez synths!), o diretor filma o roteiro demasiadamente confuso com a ambição de fazer um filme dos mais leves (o perigo que o espectador pressente com os personagens tem mais a ver com seu comportamento inconstante do que nas situações de conflito vivenciadas) e a atenção dada aos atores – bastante sutis, por sinal – é especialmente incomum. Aliás, atores para Rudolph sempre formam a presença do jazzismo na sua obra; mesmo que ele viesse a fazer algo como um filme de terror aos moldes de A Hora do Pesadelo, as performances seriam pontuadas pela serenidade, tanto que um dos grandes marcos do diretor foram as longas parcerias (com Keith Carradine na década de 80 e com Nick Nolte em 90-00).

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