“I want you dead under 6 feet of soil”

Even though I don’t like you, next friday night can’t wait to fight you
Locked up I would knife you, don’t fuck with you
Last month I even bucked at you, you got locked
I felt bad, wait, do I got love for you?
I might kill you, but do I got love for you?
I want you dead under 6 feet of soil
At the same time, want you here to witness me while you in misery
We hate each other, but it’s love, what a thug mystery
Years ago they ate the heart of a slain enemy
We enemies, but your hatred could never enter me
Some seek fame cause they need validation
Some say hatin’ is confused admiration
Spotlight on me, I still look twenty
Still get money, lady killer pushin’ a Bentley
Maybe niggas could see too much of they failures through a nigga who realer
I don’t like you near bruh, but I need you to…
Stay

– Que coisa boa esse Life Is Good do Nas, hein? É sóbrio, justo, honesto, furioso, seguro… coisa que tava faltando no rapper esses últimos anos. Vai ter muita gente comparando com o Illmatic, mas não sei… me parece muito mais sobre como fazer esse tipo de disco no hip hop de 2012, do que ser como ele de fato. Não sei se é essa obra-prima que eu tou achando no momento, até porque ele tem lá seus maus momentos (eu não fui muito fã da maioria das participações, acho que só o melodrama em World’s an Addiction que me pegou de jeito); mas definitivamente é o melhor disco dele em muito tempo. Palavras de quem defenderia o Untitled.

– Eu não sei se o hype excessivo e a saída do armário do Frank Ocean vão soterrar o Channel Orange, mas ele é muito bom. Claro que todo o delírio épico que afetou parte da música desde o Bitter Orca do Dirty Projectors está aqui, e por ele mesmo que se pede esse exagero em torno do disco. De certa forma, ele segue uma estrutura convencional e a primeira metade é semelhante aos cacoetes joviais do Nosthalgia Ultra, mas tudo isso só parece uma preparação de terreno pro que vem depois: a partir de Pyramids (desde já um dos grandes singles do ano) e toda a sua ambição estratosférica, o que Ocean faz é basicamente muita subversão de música pop; com Forrest Gump que deposita toda a força na apatia que pode gerar ou Bad Religion (a melhor) que com seus versos semelhante a algum hit do Boyz II Men na década de 90, nos permite cantar qualquer coisa explícita e banal sobre prazeres da carne que ele disser alí.

– Eu tinha gostado do 1991 (do EP também, da música principalmente), mas essa mixtape da Azealia Banks me deixou mais uma vez com o pé atrás. Já não sou tão fã de 212 (embora goste), todo aquele techno espalhafatoso não diz muito mais que qualquer um desses hits from Ibiza por aí. Mas o problema do Fantasea é o que eu já desconfiava antes: a vantagem da Banks é basicamente os grandes produtores que trabalham com ela. Tiro que nessa mixtape, diferente do 1991, a maioria das músicas baseiam-se mais nos raps dela e, curiosamente, Azealia não tem força suficiente pra sustentar essa persona. Eu sei que a maioria das rappers tem esse apelo pro exagero, mas a Azealia definitivamente não nasceu pra isso. Os versos são cheio de maneirismos nessa mistura que ela tenta fazer do hip hop com esse som que lembre algum desfile de moda, e é difícil acreditar nessa entonação de robô. Tanto que a melhor faixa da moça até aqui é Fuck Up The Fun, nada mais que um belo veículo pros experimentos do Diplo.

– R.A.P. Music e Ohnomite. Dois discos tão opostos em teoria, mas com a mesma força e pertinência pro rap atual. Confesso que quase desisti de ouvi o disco do Killer Mike depois desse monte de comentários saudosistas sobre ele ser mais tradicional, tava esperando algo tipo aquelas chatices do Public Enemy. Mas pra minha felicidade, os temas fluem bem dentro da voz obscura do rapper; é nada mais que um cara olhando pras origens e jogando com rimas e mais rimas. Pode soar batido, mas um disco como esse é mais que necessário. Tão diferente é Ohnomite, do Oh No, com todo aquele rap bagaceiro que eu adoro, futilidades e mais futilidades, a produção mais que caprichada com direitos até a samples de blaxpoitation (é quase uma espécie de homenagem ao Dolemite, dando uma roupagem nova ao personagem), misturas cósmicas e sintetizadores. Um grande disco sobre mergulhar batidas, é mais sobre música em geral. Onde o Killer Mike e o Oh No se encontram? É mais nessa cumplicidade entre realizador e ouvinte, despretensão não é a palavra certa; mas ambos tem essa obsessão em passar as mesmas sensações que eles tem. Gravar ambos deve ter sido tão bom quanto escutar.

^-^

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