Reign of Terror, Sleigh Bells

Pode parecer estranho, mas o Sleigh Bells está longe de ser um duo de exageros. Pelo contrário, esse Reign of Terror é um dos discos mais limitados dos últimos tempos. Não porque eles não são tão talentosos quanto pintaram na época do Treats, mas porque foram mais engenhosos e picaretas na composição do segundo disco. Depois que muita gente se revoltou e acreditou que eles fossem em partes responsáveis pelo fiasco do MAYA (da M.I.A., que eu até gosto) afirmando que só sabiam fazer barulho, Derek Miller e Alexis Krauss se focaram em fazer algo que agradasse a esse publico.

Mas mais do que “feito para agradar alguém”, Reign of Terror soa como “feito sob medida para alguém”; é um disco meio esquemático, meio pseudo-corajoso, etc. É como se eles tentassem chegar ao limite de novo com os milhares de barulhos de explosões do Treats enquanto contrastam com o vocal doce de Krauss com letras bregas sobre amor. O disco é o tempo inteiro isso e não sai do piloto automático. Os riffs de hard rock e os efeitos de explosões de bombas atômicas ainda funcionam, infelizmente não em todas as situações (sim, algumas faixas são tão burocráticas que eu prefiro chamar de ‘situações’), mas no geral, funcionam.

E como não explorar melhor o quão picaretas eles foram? Soltaram logo os dois grandes trunfos do disco (Comeback Kid e Bron to Lose); não só duas grandes faixas, como me fazem lembrar (talvez, junto com D.O.A.) que o Sleigh Bells é bem mais que isso. Nem tanto um disco ruim, nem mesmo bom, mas o Reign of Terror é verdadeiramente um disco de negócios.

^-^

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