Os 20 piores filmes de 2011

E ainda faltaram alguns, a coisa tá braba…

20. Eu Queria Ter a Sua Vida | The Change-Up | de David Dobkin

Já comentei por aqui que as comédias dominaram 2011; mas entre os passes livres e as bridesmaids, também tiveram filmes como Change-up pra provar que a fórmula das comédias R já está saturando. Depois de preparar o terreno pra gang Apatow com a obra-prima Penetras Bons de Bico, quem imaginaria que Dobkin voltaria com esse politicamente incorreto tão correto e mastigado que chega dói? Um ou outro grande momento, todos graças ao Jason Bateman e (os peitinhos d)a Olivia Wilde.

19. Como Arrasar um Coração | L’arnacoeur | de Pascal Chaumeil

Muito romances criativos passaram pelos cinemas desde Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Mas assim como as comédias R, isso já dá grandes sinais de desgaste. Essa comédia romântica francesa, por exemplo, só tem ideias; explorá-las que é bom, nada.

18. Água Para Elefantes | Water for Elefants | de Francis Lawrence

Francis Lawrence não faz filmes, prepara escolas de samba pro Carnaval. E mesmo sendo bom no que faz, ainda falta muito pra sua escola ganhar em harmonia e comissão de frente. O elefante se destaca muito mais que os dois protagonistas.

17. Toda Forma de Amor | Beginners | de Mike Mills

Preenchendo a vaga de comédia-indie-afetada-superficial-e-sem-graça de 2011. Daquelas bem toscas mesmo, na linha Jason Reitman; onde o diretor pega um problema, mas ao invés de tentar solucionar, resolver deixar tudo como está e fazer de seu filme um mero carnaval. A sorte é que tem Ewan McGregor numa atuação monstruosa e um personagem que fica difícil não se indentificar e foi, na medida do possível, bem desenvolvido. Porque se não, estaria alguns 16 lugares acima.

16. Os Especialistas | Killer Elite | de Gary McKendry

O filme de ação que a geração Carga Explosiva certamente gostará (tem até o Jason Statham). Eu, não. Fico lembrando da minha infância, onde eu idolatrava o Bruce Willis e o Mel Gibson… Esses daí, bem, nem pra odiar dá.

15. Pearl Jam Twenty | PJ20 | de Cameron Crowe

Não sou muito fã de Cameron Crowe, mas por gostar do Pearl Jam, fui ver esse documentário com a melhor das expectativas. O resultado foi bem o que num fundo bem fundo mesmo já esperava: o diretor trabalha demais com a imagem da banda e se preocupa muito pouco em explorar o seu vasto material. Basicamente uma mistificação da imagem badass de Eddie Vedder e cia.

14. Hanna | idem | de Joe Wright

Se engana quem acha que esse filme é muito diferente do que Joe Wright sempre fez. Apesar de ser vendido como filme de ação com ‘algo a mais’, no fundo também é um filme que tenta ser grande com nada. Aliás, até tem um outro momento em que você espere que algo ali decole – infelizmente sabotado pelo conformismo de Wright em achar que suas imagens frágeis são capaz de formar uma obra-prima.

13. Contra o Tempo | Source Code | de Ducan Jones

É mais um entre tantos blockbusters de premissa bastante interessante, mas com um diretor sem grande domínio da trama e até certo ponto, um megalomaníaco. O filho do David Bowie se preocupa tanto em fazer algo além de uma competente de diversão – indo desde dizeres filosóficos até críticas políticas sem fundamento – que esquece que Contra o Tempo é um filme, e não um discurso político.

12. Desenrola | idem | de Rosane Svartman

Lembro que há alguns anos atrás se falava muito em transformar Malhação em filme. Bem, aqui está.

11. Burlesque | idem | de Steve Antin

E eu esperava bem menos. Só pra sentir o nível do troço. O filme até brinca um pouco de ser Cabaret mas é tudo tão infantil, inocente e desordenado que talvez a comparação mais coerente seja com Acquaria (aquele filme do Sandy e Júnior).

10. Sexo Sem Compromisso | No Strings Attached | de Ivan Reitman

Comédia romântica. E clichê. Agora imagine a limitação que esses dois termos causam no filme (em mim, ao menos, faz com que eles sejam no máximo uma diversão ligeira). Mas Sexo Sem Compromisso vai além: não tem um casal que chegue perto do decente. A química de Natalie Portman com a Mila Kunis dá de mil a zero nessa com o Ashton Kutcher. E ainda por cima ela estava tão frígida e apática quanto em Cisne Negro.

9. 127 Horas | 127 Hours | de Danny Boyle

Assistir 127 Horas é como assistir Olga, de Jayme Monjardim: um idiota sem talento algum (ao menos pro cinema) tentando mover o mundo com a sua megalomania. Enquanto, Monjardim dizia unificar novela e cinema, Boyle fazia o mesmo com um comercial de Gatorade. Pobre James Franco, tem sua atuação sabotada pelos tiques do ”diretor”.

8. Professora Sem Classe | Bad Teacher | de Jake Kasdan

Comédia com os mesmo poréns de Change-Up, com o plus de ter uma necessidade de explicar suas piadas que mais irrita do que faz rir. A cena de sexo com roupas entre Cameron Diaz e Justin Timberlake foi uma das experiências mais constrangedoras que eu tive em 2011, e por razões totalmente opostas as ambições do filme. E ainda há o desperdício de bons comediantes como Jason Seguel e Eric Stonestreet em papéis medíocres.

7. Sucker Punch – Mundo Surreal | Sucker Punch | de Zack Snyder

Estamos certos de que o Zack Snyder se leva muito a sério né? E de que ele é um diretor ruim, e de que ele adora fetiches para pré-adolescentes (o que significa que você verá no máximo a Emily Browning com uma saia curtinha), e de que ele aposta muito em visuais tão exagerados a ponto de dar dores de cabeça. Em suma: basta conhecer um pouquinho sobre eleque você não perde tempo esbarrando em bombas como Sucker Punch. Pena que eu não soube disso antes.

6. O Homem do Futuro | idem | de Cláudio Torres

Ano a ano, o cinema nacional nos empurra no meio cômico, diretores como Daniel Filho, que muito sabem sobre tevê mas quase nada sobre cinema. Em, 2011, já saturados dessa fórmula, apareceu esse Homem do Futuro, que tenta a todo custo emular o cinema comercial recente de Hollywood de maneira bem superficial. É um cinema sem identidade, que não aponta direções. Eu sinceramente não sei qual desses dois tipos é pior.

5. Thor | idem | de Kenneth Branagh

Assim como Sexo Sem Compromisso, Thor é um filme que já nasce com inúmeras limitações. Desta vez destinadas aos filmes de super-herói. E assim como o outro citado, Thor também não aproveita o pouco que tem pra fazer algo ao menos regular. O que resultou numa catástrofe.

4. O Besouro Verde | That Green Hornet | de Michel Gondry

O que esperar de um filme que une um bom diretor como o Michel Gondry com um dos grandes comediantes da atualidade (Seth Rogen)? Algo bom? Talvez. Mas isso é tudo que Besourto Verde não é. Recheado de clichês cool e batalhas na linha video-game que eu vi Edgar Wrigh fazer muito melhor ano passado; Gondry fica brincando de satirizar os filmes de super-herói, enquanto nem percebe que ele já entrou nesse meio.

3. Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas | Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides | de Rob Marshall

O maior problema de um ator como o Johnny Depp é cair na própria armadilha. E foi isso que aconteceu nesse quarto Piratas. Ao invés de transformar um personaagem ridículo em algo interessante, ele foi simplesmente ridículo e nada mais. Falo logo do Jack Sparrow (um dos personagens mais geniais criados na última década), porque o filme… bem, ”filme”?

2. Amores Imaginários | Les Amours Imaginaires | Xavier Dolan

Tenho pra mim que o objetivo do Xavier Dolan era tentar fazer do ruim algo cool. Pois bem, vamos dizer que ele consegui completar parcialmente o seu objetivo: ao menos um filme ruim ele fez. Muita discussão sobre os figurinos da Audrey Hepburn e pouca coisa realmente interessante em meio a personagens esteriotipados e superficiais. Não, obrigado.

1. Um Novo Novo Despertar | The Beaver | de Jodie Foster

Fico me perguntando se a Jodie Foster pretendia mesmo fazer algo sério, porque não é possível. Nem na década de 90 lotada de lições de moral imbecis na linha Forrest Gump, conseguiu produzir algo tão asqueroso, idiota, estúpido e superficial quanto este The Beaver. O filme tem uma ideia – até arriscada , eu diria – mas nada contribui pra que ela seja verdadeiramente levada a sério. Nem os mais facilmente manipuláveis/impressionáveis compram esse conto de fadas. Quando terminei de ver, me perguntei qual era a relevância da personagem de Jennifer Lawrence dentro do filme. E até hoje eu não sei, mas o que é isso perto de nem saber qual a relevância do próprio filme pro mundo, pra mim, etc?

3 comentários em “Os 20 piores filmes de 2011”

  1. nada disso os filmes Thor e Piratas do Caribe(Navegando em águas misteriosas) são otimos os 2 devem ta no top 20 melhores filmes, então
    resumindo você foi um pouco burro porque por acaso você ja perguntou se alguem achava esse filme otimo ou ruim han? acho que não porque discordo completamente desse seu site ok amigo?

^-^

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