Nights i spend alone…

Como eu tava há um tempão sem falar sobre música aqui e não tava com saco pra fazer um comentáriog randão sobre um disco propriamente dito, peguei no Last Fm algumas coisas que eu ando ouvindo recentemente (e que sejam desse ano) e fiz uns comentários bem discretinhos. E a foto do CD e o título não tem muita sentido mesmo, é só porque é o melhor entre os discos citados.

Ceremonials (Florence + The Machine): Após ter liberado duas das melhores faixas de 2011, confesso que estava esperando mais desse disco. Longe de ser ruim, por sinal, é do mesmo nível do Lungs. Mas em vários momentos senti que a voz da Florence (a melhor da atualidade, que fique bem claro) é muito mal utilizada. Parece que tentaram a todo custo fazer um CD só de pontos impactantes e acabou num resultado desequilibrado. ●●●

The Whole Love (Wilco): Contrariando a maoria, essa obsessão do Wilco em nunca escorregar em fórmulas repetitivas, tentando fazer um som acessível, mas sempre em tom de ineditismo, é o que mais vem me agradando em seus discos. Tudo segue em uma leve investigação, sempre alternando os instrumentos. Mas nunca de maneira incoerente, só pra dar uma confundida mesmo. ●●●●

Audio, Video, Disco (Justice): Esse segundo trabalho dos franceses não é ruim. Os efeitos são potentes, as letras estão competentes. Como falar mal? Simples. Faltou paixão. Faltou amor ao trabalho que está sendo feito. Basicamente é isso. Parece que o duo se focou muito na técnica de um disco e esqueceu que é preciso ter algo que inspire o ouvinte. Tudo que AVD não tem. Frio e distante. ●●●

III (Gui Boratto): Assim como o citado a cima, esse disco também é apresentado de uma maneira um pouco fria. Mas ao contrário do Justice, Boratto vai quebrando a barreira das “limitações” impostas e transforma este seu terceira trabalho numa experiência irresistível. Talvez por isso a minha faixa preferida seja This Is Not The End. ●●●●

Mylo Xyloto (Coldplay):  Músicas ocas, bonitinhas, é verdade, mas ocas sempre foram a fórmula do sucesso pro Coldplay. Agora com um certo desgaste resolveram emular a parte menos interessante da carreira do U2. Resultado: músicas ocas, mas bonitinhas. E se não levar a sério aquela babaquice de “disco conceitual”, fica ainda melhor. ●●●

I’m With You (Red Hot Chilli Peppers): O riso forçado, a sonoridade meio-pop-meio-rock-meio-soul, o teor romântico inevitavelmente brega. Está tudo ali. Nem o sopro de criatividade chamado John Frusciante o RCHP tem mais. A verdade é que eles se transformaram numa piada sem graça que continua sendo repetidade. Nada além de o Zorra Total da música. Simples. ●

Father, Son, Holy Ghost (Girls): Depois da forte influência do surf-rock sessentista dos Beach Boys, neste novo disco o grupo aposta numa evolução por década, onde o som psicodélico da década de 70 fala bem alto. E não é que mais uma vez deu certo? Uma sintonia perfeita entre o som e as letras que só reafirmam o grande poeta que Christopher Owens é. ●●●●●

E outros discos recentes que eu ouvi (leia-se últimos 4 ou 5 meses, rs) tirado do Rate Your Music:

Bad As Me (Tom Waits) ●●●●
The Year of Hibernation (Youth Lagoon) ●●●●
Letters (Matt Cardle) ●●●
Night of Hunters (Tori Amos) ●●●●
Drive Soundtrack (Cliff Martinez) ●●●●●
Stronger (Kelly Clarkson) ●●
Biophilia (Björk) ●●●●
Enough Thunder EP (James Blake) ●●●
The Less You Know the Better (DJ Shadow) ●●●
Cinderella’s Eyes (Nicola Roberts) ●●●●
Cole World: The Sideline Story (J. Cole) ●●●
You Are All I See (Active Child) ●●●●
Content (Gang of Four) ●●●●

7 comentários em “Nights i spend alone…”

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