dancing on my own


Alunageorge ft. Leikeli47 & Dreezy, ” Mean What I Mean”

“It was something that I needed to feel better about by somehow working out how I would prevent something like that from happening in the future, by empowering my future self. How do you empower somebody to at least be outraged by somebody disrespecting them? That in itself sounds like a small thing, but a lot of women can feel caught off guard if someone disrespects them because it can seem normal, like you’re making a big deal out of nothing. Obviously I’m not going to become a black belt Samurai to protect myself, and I’m not going to carry around a sword, but I can at least be bloody outraged. And that was a real motivation for me, but at the same time, it was a motivation to feel really good, excited, happy, and sexy about protecting myself. That’s the key to bringing that into any type of intimate or sexual situation, for you to not feel like you’re going to kill the vibe by being like, ‘You know what? You’re not actually respecting me right now…’ No matter what happens from there on, whether we get together or we don’t, you need to know whether I’m into this. And that’s important, and that’s sexy. But I think those are things I thought about later. And having Dreezy and Leikeli47 on that really made the decision to put it out there. It felt too corny on its own. There’s such an honesty to it that I wasn’t used to expressing. I was really unconfident about the lyrics. I was [questioning] like, ‘Is this really a song that people could dance to?’ So I was really blessed that they jumped on it and nailed it. It could never survive without them making it the right balance of seriousness and fun and sexy and protective.” Continue Lendo “dancing on my own”

alguns filminhos que vão te lembrar que eu tô vivo

Queria tirar a poeira desse espaço aqui. Sinal de que tudo anda conforme o planejado e, siim, pssei mais de 1 mês sem nem abrir essa página. hahah Continue Lendo “alguns filminhos que vão te lembrar que eu tô vivo”

so hear me out before you say the night is over

MØ, “Final Song”
Eu geralmente não sou bem um fã da MØ, mas olhando pro impacto da ideia que o público mainstream pós-Lean On tem de que ela é uma vocalista de dance music, ela tem muito a a se tornar interessante a partir de agora. Essa faixa, por exemplo, além de representar uma ruptura na carreira dela, também é um aceno do MNEK (grande cantor, grande produtor), que criou algumas das canções mais criativas no house desde o revival britânico de 2013, pra beats menos nostálgicas, mais funcionais e genéricas (por opção mesmo) e que, por isso mesmo, entendem melhor os artistas que ele quer ler. O MNEK vê em Final Song a MØ como uma vocalista de dance music, não mais a popstar outsider que eu conhecia outrora.

Isso não tira o autorismo dela sobre a faixa em momento algum, mas é aquele autorismo pop, que certamente seus fãs não estão acostumados. Eu gosto disso. Deixa ela numa posição mais agradável que antes.

Also, “Final Song” emula cada trend do natimorto EDM em 2016, mas pertence a uma tradição seleta de dance music nessa década, que evoca perfeitamente imagens de dança, baladas e tudo que está em volta, mas num olhar mais melancólico, contemplativo e bem, bem triste. Uma tradição que vem desde Dancing On My Own, a Sorry, ou Alone with Me ou Hands To Myself. O vocal da MØ, então, é um êxtase constante; há um sensação de medo e desespero e uma busca pelo momento, pela catarse. Mas ela também canta com uma frustração iminente, como se a perda fosse inevitável. É quase uma canção de amor da Kate Bush.

Sobre Caça-fantasmas, anos 80 e feminismo pop

Depois de escrever isso, eu sou o último cara a ter alguma chance de reclamar de nostalgia, mas parece que as férias de julho esse ano (quer dizer, o verão americano – e amazônico) foram os escolhido pra injeção anual dos anos 80 que essa cultura tanto gosta. Entre o fenômeno Stranger Things e esse remake de Caça-fantasmas, mais um espaço pra usar um 1989 ou E•MO•TION de trilha. Ou no meu caso, o novo disco da Ladyhawke.

No caso do novo Caça-fantasmas, o filme usa essa reverência aos anos 80 como uma forma se impôr culturalmente como um objeto relevante em 2016; tanto que suas gags citando filme da época ou as mil referências – e aparições – do filme original são autoconscientes além da conta. Tudo sobre ele aponta pro Paul Feig te dizendo, de vez em quando, que sabe o quanto Point Break (que também teve um remake que ninguém se importou) virou o clássico cult da diretora de Guerra ao Terror e que o Bill Murray é um ícone hipster.

Diante disso, impossível não ver a discussão sobre o protagonismo feminino, que foi basicamente todo o marketing do filme, em um certo grau de cinismo. Mesmo que dentro da fórmula cômica que Feig desenvolveu tão influente no cinema mainstream americano de hoje Caça-fantasmas pareça bem coerente, ele é a sua forma cartunesco num grau pronto pra só ser aceito dentro do contexto de uma terceira ou quarta onda do feminismo mesmo: não só ele é o único filme que eu vi no cinema esse ano ao lado de Carol onde todos os homens são imbecis, como as mulheres também não se movem como personagens concretos.

Ver as caça-fantasmas aqui não é muito diferente de ver o trio de espiãs em As Panteras, um filme de 16 anos atrás, por exemplo. Mas nem o próprio Paul Feig parece se importar com isso ou tentar fazer do seu primeiro blockbuster lá um filme épico ou imaginativo por esses assuntos culturalmente ubíquos. Caça-fantasmas, no fundo, é não mais que um filme sobre as mudanças de percepção, a cada geração, nas suas diferentes formas.