10 hits pro carnaval 2k17

E foi como eu sonhava 🎼😍 @puma

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Um carnaval na visão de outsider, um nordestino bem menos norderstino que eu gostaria de ser, infelizmente. Só gostaria de pedir pra que todos nesse carnaval recusem as apropriações péssimas que vem sendo feitas do arrocha de hits já estabelecidos de funk e pior, com o próprio mc no meio virando um mero coadjuvante. sério, pior moda já inventada. Continuar lendo “10 hits pro carnaval 2k17”

sobre animais noturnos e a megalomania de tom ford

nocturnal

Acho que é possível associar os dois filmes que Tom Ford se arriscou a dirigir até agora como peças pueris, com ideias ambiciosas, pra não dizer megalomaníacas, o que é completamente dentro do esperado da figura á que ele investe como estilista. No fundo, ambos os filmes naufragam em investidas narrativas & estéticas muito, err, óbvias; o que também está dentro do esperado, já que por trás de toda a grife, trata-se de um principiante.

Eu defendo de boa até hoje seu primeiro filme, o tal do ‘Direito de Amar’, porque acredito que ele tenha uma fuga, uma recusa a narrativa que funciona tanto com a dramaturgia do filme como com a plasticidade excessiva do Ford.

‘Animais Noturnos’, no entanto, é uma pequena baguncinha onde a s peças nunca parecem se juntar. É um filme triplo em muita necessidade de ser, é um filme pictórico sem muita necessidade de ser. Boas intenções e até boas ideias, mas que não formam nada concreto em si, apenas diferente fragmentos do que seria um filme pro Ford em si. A montagem utilizada na tentativa de correlacionar sua ficção e o filme da Amy Adams é especialmente bizarro.

Eu sinto que eu torço a todo instante mais do que deveria pelo filme, muito porquê o Ford tem suas convicções, suas crenças cinematográficas apesar de tudo e eu vejo aqui que isso é o que o difere tanto de um filme covarde como La La Land, onde toda a fé das ideias (questionáveis) sobre arte só são explicadas em defesas manjadas, alheias ao mesmo. No ‘Animais Noturnos’ há um vício nessa crença, meio shyamalanistica até, onde o kitsch e o mal gosto são postos a prova pra ver até onde eles podem funcionar dentro de um arco dramático.

Essa relação que se desenvolve tanto no novelão com a Amy Adams, que eu gosto muito, como na ficção que tem uma pegada muito mais física, uma veia mais de ator com aqueles close-ups difíceis de acreditar que foram criados pelo Ford, que eu gosto moderadamente. Como um filme único, tudo parece naufragar.

filmes citados
Animais Noturnos (Tom Ford, EUA, 2016) C+

2016: 30 grandes filmes

2017-01-09t043905z_1801005258_rc16a85ac490_rtrmadp_3_awards-goldenglobes_0Agora sim 2016 pode acabar, for real. Antes do tão sofrido top, aquelas 10 menções honrosas marotas.

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi, de Michael Bay
A Assassina, de Hou Hsiao-Hsien
A Bruxa, de Robert Eggers
Canibais, de Eli Roth
O Exorcista do Vaticano, de Mark Neveldine
Invasão Zumbi, de Yeon Sang-Ho
Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert
Mogli – O Menino Lobo, de John Favreau
A Verdade Sobre Marlon Brando, de Stevan Riley
Xmen – Apocalypse, de Bryan Synger

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2016: 30 grandes discos gringos

A few more days til my mornings look like this again

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Feliz ano novo a todos. E pra desculpar um pouco a demora, leiam esse texto e tentem ler, ver essa lista com carinho. Como um entusiasta de tudo que é lista & empolgado oficial todo final de ano pra fazê-las, ver a excessiva padronização (mais do que nunca) de quase todas as publicações em 2016 foi muito, muito chato. Isso aqui continua pessoal, então, valorizem como nunca. Continuar lendo “2016: 30 grandes discos gringos”